sábado, 26 de maio de 2012

Foi Culpa da Coxinha



Houve certa vez que fui obrigado a utilizar uma “Lan House”. O meu computador estava estragado e eu não tinha outra opção.  Nessa minha visita tudo poderia ter sido normal, mas alguns fatos me surpreenderam.
Antes que eu explicite o meu extremo horror, deixo bem claro que sou CALMO. Respiro fundo algumas vezes. Uma. Duas. Três. Porém, nem isso serviu para apaziguar os meus nervos naquele dia.
Eu estava acomodado em minha cadeira, afundado na minha baia, quando um rapaz ao meu lado, um menino sem camisa... Suado, foi ao balcão e pediu uma coxinha. Eu o olhei desconfiadamente, preocupado. Esse rapazinho pegou a coxinha com o guardanapo, porém foi apenas ele sentar-se em seu lugar (ao meu lado) que logo se desfez do papelzinho protetor.
            Coxinha. Mão. Gordura. Todos se abraçando, se lambendo. Uma tragédia! Fiquei tendo espasmos de horror, pensando o que ele faria com aquelas mãos lambuzadas.
            Com as mãos banhadas em sujeira e óleo de soja, ele começou a digitar um recado em sua página do Orkut. A boca estava ensopada, parecia que ele tinha usado gordura de porco como brilho labial, e a mão? Nem preciso comentar. Na medida em que ele percorria os seus dedos pelas teclas, elas iam se afogando, sôfregas.

Naquele momento, a minha vontade foi de me levantar e estapear a cara dele, sem dó. Sim, sei que é violência e eu não deveria cultivar esse tipo de sentimento dentro de meu límpido e sadio ser, por isso deixo claro que eu permaneci sentado e explodindo emoções, só isso. 
Levantei-me, paguei, sai e corri até a minha casa. Agressões que nos assustam. Todos correm o risco.



sábado, 12 de maio de 2012

Diálogo

Cores. Vermelho, azul, amarelo. Três cores dialogando. Cores primárias, fortes, intensas, colorindo e, ao mesmo tempo, dando vida às formas. Poetizando os quadrados.
Diferenças que juntas compõem o mesmo corpo, uma mesma obra de arte. 
Como os pixels que compõem uma foto. Sozinhos eles são apenas um ponto, mas juntos formam uma imagem.