quinta-feira, 21 de março de 2013

Saudade é o Amor que Fica

Percebo o eco de um rompante abrupto de dor. Alegro-me com o reconhecimento de uma mente confusa, em meio a um turbilhão de sofrimentos e agruras da alma. Jamais me esquecerei da mão que muito mal se sustentava, do calor nocivo da pele e do gemer implícito e incessante de uma dor obstinada.
O meu corpo abriga em suas entranhas um vento frio. Frio redundante. Pra que tanto desconforto? Tanta dor? Quantos enlaces foram rasgados? E as alianças, quantas foram partidas ao meio?
O meu grito não tem força para manifestar a minha indignação com a vida. Não pela minha, mas em favor de outra que tanto me apoiou.
Abraço com os meus ouvidos e ouço com os meus braços, mas não me esqueço de você: Heli, minha tia. Obrigado pelo apoio e pela força. A dor e o vazio que hoje sinto é a expressão do meu amor por você, pois, como já dizia Guimarães Rosa, “Saudade é o amor que fica!”.


Um comentário:

→ Lisy* disse...

Que triste e ao mesmo tempo... que lindo Rafael!

Meus sentimentos ^^

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