domingo, 15 de janeiro de 2012

She is Beth

Não há quem a desconheça. É famosa na escola, uma linda menina. Mas é óbvia como um texto descritivo. Ela se acha a mais cool, desculpe pela minha precisão ou ousadia, porém não há quem a veja e não tenha essa percepção.
Toda vez que ela passa em cima do seu andor, carregada por seus little monsters, tenho vontade de dizer "olha aqui menininha!". Hello! Odeio a maneira americanizada que ela pronuncia forçadamente algumas expressões.
A ideia que me passa é quase um pensamento alto, daqueles que soam gritados, estridentes. Isso, ela é um grito que faz a garganta doer e ficar irritada durante todo o dia. Ela é uma reação ao exagero.
Tem 700 seguidores no Twitter, e por isso ela insiste em acreditar que é uma It girl. Twitter esse, que ela acessa pelo celular comprado em doze prestações e, claro, de uma marca famosa. Só falta ela querer que seus best friends a chamem de "I Beth", pois, como vocês vêem, ela é luxo, ostentação, e tem carimbado em seu aparelho a marca da sociedade de consumo. Vocês conseguiriam imaginar um palhaço sem o nariz? Pois então.
Como se não bastasse a pronúncia, ela acredita que o uso do estrangeirismo é muito legal. Imaginem ela chegando à escola, que não é particular, (pois o dinheiro é ralo pra pagar uma instituição privada) em pleno calor tropical do Brasil? Pois é isso gente, o cenário não é acolhedor. Ela encarna o sujeito e se esquece do espaço.
Ultimamente, "não contem a ninguém!", após juntar o "tinheirinhón" durante meio ano, ela comprou à vista na "Loja Americanas" a primeira temporada da série Gossip Girls. Agora pronto, ela está realizada, tem um "I celular", os DVD's que toda menina da nova classe média tem e ainda tem os cabelos da nuca pintados de rosa chiclete, igualzinho os da Mari Moon. Gente, não façam esta cara, ela tem porte! Belíssima.
Mas Beth tem um segredo que nenhum de seus amigos "legais" com botinhas Converse teriam a capacidade imaginar. Beth acorda cedo, que nem o mais belo sol poderia fazer ser menos pesado. Nós, mano de sangue, sabemos que a vida exige mais atitude e menos pose, mas Beth parece não saber disso.
Coitadinha, ela é uma menina bonita, como eu já disse, tem lindos lábios, todos os dentes na boca e sem cáries. A tarde ela trabalha em um severo call center, não que isso seja defeito ou motivo para se envergonhar.
Pois é gente, nem tudo que parece é. A "It girl" do Sumaré acredita que reside no Jardins. Tão bem montada, ela é quase um personagem perfeita. Talvez um dia ela saia da toca do coelho e retorne das suas aventuras subterrâneas. 

Um comentário:

Ângela Flores disse...

hahaahahahaahahha
eu lembrei na hora do seu comentário sobre Um dia, quando a Emma da referencia. E quando fui postar a resenha do livro :D

memorynina.blogspot.com