Bartolomeu
Campos de Queirós, em sua mais recente obra, Vermelho Amargo, volta à sua
infância e expressa através de uma narrativa com vários recursos poéticos, o
sofrimento de ser uma criança sozinha e sem o amor da mãe.
Em
seu livro, Bartolomeu mostra sua família, composta por ele, seus irmãos, a
madrasta e o pai. O irmão que comia vidro, a irmã obstinada por bordar em ponto
cruz. O pai, por sua vez, é mostrado com distanciamento e, sempre, como a
figura marcada pelo alcoolismo.
Já a madrasta, é descrita como alguém que despeja toda sua peçonha em seus gestos econômicos e, falta de amor, estabelecendo-se assim, um contraste com a mãe, que é representada pela extrema delicadeza e amor em que administrava os seus atos.
Já a madrasta, é descrita como alguém que despeja toda sua peçonha em seus gestos econômicos e, falta de amor, estabelecendo-se assim, um contraste com a mãe, que é representada pela extrema delicadeza e amor em que administrava os seus atos.
Em
Vermelho Amargo, o narrador-menino, rememora sua infância e, ao mesmo tempo,
participa da história. A “falta de amor”, elemento que perpassa toda sua obra,
evidencia o contraste entre madrasta e mãe.
Um
dos melhores livros que eu li, é pura poesia da primeira a ultima página. O
autor deságua toda sua faceta lírica a cada palavra vermelha sobre as páginas
brancas.
(Queirós,
Bartolomeu C. de. Vermelho Amargo. Cosac Naify,
2011 )





0 comentários:
Postar um comentário