domingo, 4 de dezembro de 2011

# INDICAÇÃO # Vermelho Amargo


Bartolomeu Campos de Queirós, em sua mais recente obra, Vermelho Amargo, volta à sua infância e expressa através de uma narrativa com vários recursos poéticos, o sofrimento de ser uma criança sozinha e sem o amor da mãe.

Em seu livro, Bartolomeu mostra sua família, composta por ele, seus irmãos, a madrasta e o pai. O irmão que comia vidro, a irmã obstinada por bordar em ponto cruz. O pai, por sua vez, é mostrado com distanciamento e, sempre, como a figura marcada pelo alcoolismo. 


Já a madrasta, é descrita como alguém que despeja toda sua peçonha em seus gestos econômicos e, falta de amor, estabelecendo-se assim, um contraste com a mãe, que é representada pela extrema delicadeza e amor em que administrava os seus atos.

Em Vermelho Amargo, o narrador-menino, rememora sua infância e, ao mesmo tempo, participa da história. A “falta de amor”, elemento que perpassa toda sua obra, evidencia o contraste entre madrasta e mãe.

Um dos melhores livros que eu li, é pura poesia da primeira a ultima página. O autor deságua toda sua faceta lírica a cada palavra vermelha sobre as páginas brancas.

(Queirós, Bartolomeu C. de. Vermelho Amargo. Cosac Naify, 2011 )




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