O garoto acorda. Obviamente abrir os olhos é a primeira atitude que ele teve, a luz do sol estava exuberantemente forte, e impedia que as pálpebras sensíveis obedecessem aos comandos, ainda sonolentos, que o cérebro mandava para seu corpo. Mesmo com relutância ele abre e fecha os olhos três vezes, e após, ele espreguiça-se como se quisesse afastar o mundo com os braços.
Ao sentar-se na beirada da cama, o garoto acha estranha à maneira como o sol está posicionado e o jeito forte como ele ilumina seu quarto pela vidraça da janela. O garoto estático e maravilhado, então, imagina que deve ser aproximadamente meio dia, pois o sol brilhava com tanto vigor que não seria possível que fosse muito cedo.
Ele levanta o braço, pouco abaixo do queixo, procurando uma maneira que ele pudesse enxergar as horas em seu novo relógio vermelho, que ele comprara na semana anterior. Quando o garoto olha para os ponteiros, que parecem ofuscados diante dos seus olhos, ele tem a estranha percepção que não é meio dia, mas sim, 08h10min da manhã. De maneira inédita e peculiarmente curiosa, o garoto em um leve sobressalto se põe de pé, feliz por não ter perdido a manhã e ainda ter a oportunidade de ter um dia lindamente ensolarado, com ares de filmes americanos em que amigos se reúnem em um campo verde, repleto de árvores. Aquele cenário de filmes lhe era comum, pois ele vivia assistindo filmes e filmes, talvez, tal hábito fosse para fantasiar uma realidade que não lhe pertencia.
Sabia das horas e tinha uma expectativa que fazia com que seu rosto ficasse ruborizado. Depois de alguns minutos ele resolve levantar, após isto, logo se moveu em direção ao aparelho de som que ficava ao lado de sua TV, e de frente à sua cama. Pegou o primeiro CD que viu encima da cômoda e logo colocou no aparelho. Ao som de Lily Allen, ele se vestiu discretamente, como ele sempre fazia, mas com um tênis demasiadamente vermelho.
Muito vermelho... Pois a cor dizia muito como ele se sentia naquele momento.





0 comentários:
Postar um comentário